reflexãozinha da dolci

Fala galera, depois de um tempinho resolvi voltar pra cá. Então, hoje estarei postando sobre algo que aconteceu comigo anteontem.

Era 6h05 e eu estava no portão de minha casa com meu irmão e minha mãe esperando o transporte do colégio me buscar para seguirmos para a escola. Havia um cachorro na frente do portão, e ele era, obviamente, um cão de rua, um "vira-lata". Pedi para minha mãe abrir o portão, devido à minha simpatia por cachorros e animais de estimação, pois queria brincar com o cão, e minha mãe disse que não, porque o cachorro era "sarnento". Foi quando refleti e disse:
- Se eu tivesse câncer, você deixaria de me amar? Me amaria menos?
Então, ela abriu o portão e uma lágrima escorreu por meu rosto. Acariciei suavemente a cabeça do cachorrinho, e então o transporte chegou.
Quando atava o cinto de segurança, pude ver pelo vidro do ônibus minha mãe passando a mão no cachorro e ele lambeu sua mão, e se sentiu feliz. E lágrimas escorriam dos olhos daquela que antes o chamou de "sarnento".

Muitas vezes, julgamos as pessoas por pré-conceitos que fazemos delas, avaliamos alguém por questões e conceitos supérfluos, porém, temos que ver o que há no interior, o que há de intrínseco em cada um, o que há por dentro, o recheio, não somente a carcaça.

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